Filmes baseados nos romances de Barbara Cartland

Vamos falar dos filmes baseados em livros de Barbara Cartland. Foram ão cinco filmes, e chegaram às telas entre as décadas de 1970 e 1990. Estes filmes não se encontram mais à disposição em serviços de streaming aqui no Brasil para assistir, mas é possível encontrá-los de maneira alternativa, sem legendas. Só dois dá pra encontrar legendado. Eu ainda não vi nenhum , mas pretendo assistir em algum momento. Praticamente todos eles contaram com a participação de atores que atualmente são famosos. 

Atualmente existem produções do audiovisual que contemplam as expectativas dos fãs de romances históricos. Bridgerton, Outlander, livros de Francine Rivers, inúmeras adaptações dos livros de Jane Austen e das irmãs Brönte entre outros. Mas romances do tipo de banca quase nunca foram adaptados para o cinema, exceto algumas poucas minisséries baseadas em autoras como Jackie Collins e Danielle Steel, que geralmente escreviam ficção romântica. A exceção é Barbara Cartland. A romancista britânica escreveu mais de 700 livros, a maioria romances, e vendeu mais de 750 milhões de cópias em todo o mundo. E destes livros, cinco encontraram o caminho para as telas. Vamos ver um pouco sobre eles abaixo.

Romances de Barbara Cartland que ganharam o audiovisual:

Bárbara Cartland
Barbara Cartland em seu esplendor cor-de-rosa

Barbara Cartland pode não ser o primeiro nome que vem à mente quando pensamos em filmes românticos populares do passado. Mas alguns de seus romances foram adaptados para filmes de televisão entre as décadas de 1970 e 1990. Esses filmes proporcionam um verdadeiro entretenimento romântico, em especial para as fãs da autora.

Alguns filmes baseados em livros da Grande Dama:

The Flame is Love, de Barbara Cartland (1979) publicada no Brasil como Caprichos do Coração

chama é amor

“The Flame is Love” foi estrelado por Timothy Dalton. Ainda não pude assistir, mas parece ser interessante. Está na minha lista de desejos e faz parte do projeto universo Barbara Cartland.

Sinopse:

Linda Purl interpreta uma herdeira americana da virada do século que, a caminho de seu noivado com um duque inglês (Timothy Dalton), encontra amor e intriga nos braços de um jornalista francês (Shane Briant).


A Hazard Of Hearts, de Barbara Cartland (1987) publicada no Brasil com o nome de A Chama é o Amor

É um filme dos anos 90, e parece ser um filme muito bom.  Passou na TNT. É considerado memorável por vários motivos, incluindo o papel inicial da jovem Helena Bonham-Carter, que, na época, parecia destinada a ser para sempre estereotipada como uma donzela vulnerável e em perigo em dramas de época. Mas a excelente atriz ultrapassou essa expectativa, e mesmo na época há relatos de que já se mostrava uma atriz sensacional. O herói Lorde Justin Vulcan, interpretado por Marcus Gilbert, era brilhante e lindo! E Diana Rigg, no papel da sogra malvada, segundo consta fez um papel memorável.

A Hazard of Hearts está disponível para assistir gratuitamente na Amazon Prime .

Sinopse:

O jogador compulsivo Sir Giles Staverley (Christopher Plummer) perde sua propriedade e todo o seu dinheiro jogando dados, e então joga uma partida final na qual perde seu tesouro mais valioso: sua bela e jovem filha Serena (Helena Bonham Carter). Ele se mata após perder para o perverso Lorde Harry Wrotham. Lorde Justin Vulcan então vence Wrotham em uma aposta, conquistando a propriedade de Staverley e Serena. Sem saber o que fazer com nenhuma das duas, ele envia Serena para a casa de sua família, Mandrake, uma mansão ameaçadora no topo de um penhasco, onde a jovem precisa lidar com a oposição de sua mãe.

No YouTube é possivel ver o filme todo, em partes, é só clicar abaixo


A Dama e o Ladrão de Barbara Cartland, publicado no Brasil com o nome de Bandido Sedutor (1988)

Este filme é estrelado por Lysette Anthony no papel da heroína. Lembra dela no incrivelmente subestimado de Sombras da Noite, de 1991, como Angelique? E o jovem Hugh Grant faz o papel de salteador. Parece bastante interessante.

filme de barbara cartland

Sinopse:

Um conto de capa e espada de romance, traição, ciúme, banditismo, assassinato e intriga da corte ambientado na década de 1660, durante a Restauração.


O Fantasma de Monte Carlo, publicado no Brasil com o mesmo nome (1990)

Mais uma vez, aqui está Lysette Anthony estrelando outro telefilme de Cartland. O galã Marcus Gilbert é o herói deste filme. Já é motivo para assistir.

filme de barbara cartland

Resumo:

Cansada da vida pública em Paris, uma cortesã idosa tira sua sobrinha órfã de seu convento e se muda para Monte Carlo.


Sedução Perigosa de Barbara Cartland, publicado no Brasil com o nome Duelo de Corações (1991)

A adorável atriz Alison Doody de Indiana Jones e a Última Cruzada foi a protagonista da adaptação de Duelo de CoraçõesEla e seu belo e loiro protagonista formavam um lindo casal. No Brasil o filme se chamou Sedução Perigosa.

duelo de corações barbara hazard

Sinopse:

Uma dama que se passa incógnita (Alison Doody) ajuda um lorde (Benedict Taylor) incriminado por assassinato por seu primo ganancioso (Michael York) na Londres da década de 1820.

Aqui é possível ver um pequeno trecho. Nos anos 90 esse filme foi exibido na TV Globo, na sessão da Tarde.


Sua opinião

Você já viu algum desses filmes da Barbara Cartland? Se não, pode assistir sem medo. São bem melodramáticos e adocicados, mas podem ser muito divertidos! São um pouco clichês e um bastante exagerados, mas é isso que os torna perfeitos para se sentir em casa. Essas adaptações apresentam personagens cativantes, cenários grandiosos e momentos genuinamente românticos. Do figurino à música, tudo nesses filmes exala um charme antigo que pode ser difícil de resistir. Como resistir à paisagem mental e visual dos nossos anos de adolescência e juventude? é uma pena não encontrarmos mais esses filmes para assistir.


LECTURA SURREALISTA DE LA ESCRITURA MAYENSE

MIGUEL ANGEL ASTURIAS, HOMBRES DE MAIZ:

COMO LECTURA SURREALISTA

DE LA ESCRITURA MAYENSE

Erik Camayd Freixas

Florida International University

El mestizaje cultural americano puede considerarse, mas que

un hecho historico y concluso, un devenir forjado en el dialogo de

los imaginarios de America y de Europa y un continuo regreso del

presente a los orfgenes. La obra de Miguel Angel Asturias (1899-

1974) constituye un capitulo significativo de ese dialogo. Tuvo que

ser desde Paris, a partir de sus estudios de antropologia mesoamericana,

que el premio Nobel guatemalteco descubriera la voz de los

antiguos textos mayas, para luego re-crearla en su propia obra,

apoyado en una concepcion surrealista de la palabra y de la imagen.

Su novela Hombres de maiz seria el producto -y el laboratoriode

su hibridacion intelectual.

En este ensayo, me propongo sugerir con detalles textuales como

Asturias llevo a cabo en su novela una lectura “surrealista” de

la escritura “pictografica” de los mayas. Intentare senialar en que

consisten su prestamo europeo y su originalidad americana. Al nivel

mas superficial, el autor imito con tecnicas vanguardistas la

insolita asociacion de imagenes que percibio en los textos del Popol

Vuh, del Chilam Balam, del Rabinal Achi, entre otros. Pero ademas,

intento revertir la alfabetizacion de la escritura mayense que

obraran el Obispo de Landa y, en el caso del Popol Vuh, el padre Ximenez

durante la colonizacion. Busco, mediante la creacion de iconos

verbales, devolverle a la palabra el caracter de texto semi-escrito,

semi-oral, semi-pintado, que teni’an los antiguos codices precolombinos

del Quiche y de Yucatan. Finalmente, intento subvertir la

nocion occidental del “libro” como una totalidad cerrada y conclusa

y de la escritura alfabetica como el vehiculo de un significado fijo y

unfvoco. Hombres de maiz, novela-codex, se propone como reescrtura

y rescate del texto viviente indigena, pero tambien reclama,

con su critica pre-derrideana de la escritura occidental, una renovada

actualidad literaria.

Los contactos de Asturias con el mundo indigena fueron mas

bien limitados. De 1903 a 1907, este hijo de hogar mestizo se traslada

con su familia al interior, donde recorre el campo con su abuelo.

Hacia 1920, de regreso a la capital, su padre se dedica a la importacion

de viveres. Su casa se convierte en almacen adonde vienen los

campesinos a cargar sus carretas de provisiones. Los que vienen de

mas lejos se hospedan en la casa familiar, trayendo consigo un tesoro

de cuentos, leyendas, anecdotas y decires de la sabiduria indifgena

y popular. Sin embargo, su tesis de derecho de 1923, “El problema

social del indio”, aun muestra un conocimiento superficial

de la cultura indigena, e incluso prejuicios sociales positivistas que

el escritor superarfa durante su exilio politico en Europa (1923-

1933). El verdadero catalitico en su revaloracion de la cultura indigena,

a menudo desdeinada en su propio pais, seria, ironicamente,

el entusiasmo europeo de esa epoca por las civilizaciones precolombinas.

De camino a Londres visit6 la coleccion maya del Museo Britanico,

que inclufa vasijas policromadas del pernodo clasico, en estilo

codex. Ese mismo anio descubrio en La Sorbona el curso “Religiones

de la America Central” dictado por el profesor Georges Raynaud.

Estudio antropologia por cinco anios bajo su direccion y participo

en la traduccion castellana del Popol Vuh a partir de la version

francesa del maestro. Tambien las traducciones del Chilam Balam,

del Rabinal-Achi, de los Anales de los Xahil y de los cronistas

de Indias, serfan cuidadosamente estudiados por el, segun lo atestigua

su “Glosario” a las Leyendas de Guatemala (1930). Prologadas

por Paul Valery, estas “leyendas-suefios-poemas” eran fruto de su

participacion en el movimiento surrealista y, a la vez, un temprano

intento de crear, desde la vanguardia, un lenguaje inspirado en los

temas, simbolos, imagenes y sensibilidad de los textos mayas. Su

apelacion surrealista a los suenios y a la escritura automatica se

mezclaba ya con su folklor natal. Anecdotas de epoca revelan incluso

que Asturias, con su marcada fisonomia mestiza, cultivo en Paris

un mito personal como participe de la mentalidad primitiva de

los mayas (Cheymol 1988). Mas tarde intentarla transportar ese

mito a su papel de novelista, designandose “Gran Lengua” de su

tribu.

Artificial a su manera, como resultado de ese mundo indigena

re-creado desde Paris que aparece en su novela, no debe obviarse el

gran merito que si tuvo la tentativa de Asturias: senialar un vinculo

conceptual entre los principios surrealistas y la expresion primitiva

del mito y saber utilizar esa relacion con fines artisticos. Es cierto

que los surrealistas se interesaron desde el inicio en lo primitivo

y hasta buscaron lo surreal en America, al punto que uno de ellos

(Antonin Artaud) se hizo iniciar por los indios tarahumaras. Pero

Asturias descubrio algo mas: un fundamento antropologico para lo

surreal-primitivo en las teorias de Lucien Levy-Bruhl; especialmente

en La mentalite primitive (Paris, 1922), de donde provienen

precisamente los conceptos de “mentalidad primitiva” y pensamiento

“prelogico” que tanto citara el novelista. Asi, si la mente primitiva

operaba de acuerdo a un proceso “prelogico”, el escritor moderno

podia remedar, reconstruir presuntamente ese proceso, ayudado

por las tecnicas surrealistas del suefio onirico y la escritura

automatica, en las que el pensamiento flufa en imagenes sin intervencion

de la conciencia; es decir, de manera “prelogica”.

Sin embargo, de acuerdo a sus bases freudianas, los procedimientos

surrealistas solo tienen acceso al inconsciente individual

(Jung 1971), mientras que a Asturias le interesaba el imaginario

colectivo del indio. En su biblioteca personal hay indicios de que

nuestro autor conocia bien la obra de Jung (Prieto 1993, 197). A partir

de Simbolos de transformacion (I, 1911; II, 1912), Jung ofrece la

solucion que los “arquetipos”, formas abstractas del mito, residen

en el “inconsciente colectivo” de todo individuo; que las tradiciones y

el folklor proveen el imaginario local mediante el cual los temas arquetipicos

universales se expresan en los mitos fundadores y mantenedores

de cada cultura particular; y que las imagenes del suenio

y las del mito guardan entre si una relacion analoga con respecto a

los arquetipos que son su fuente comuin. La identificacion suenio/

mito en la obra de Asturias ponia a prueba el valor no tanto antropologico

como artistico de estas teorias.

Todo esto equivalfa ciertamente a una superacion del surrealismo.

Se ha observado con razon que esta novela “no fue escrita como

pieza surrealista… La verdad es que Asturias quiso introducirse

en la mente del indio y no en la suya propia” (Carrillo 1983, 54).

Esta observacion no niega la presencia pero sf el predominio de una

optica surrealista en la novela; y constituye una correccion de la

critica, dada en ocasiones a exagerar el supuesto surrealismo de

Asturias. Como en otras cosas, el autor fue en esto haibilmente esquivo,

deliberadamente ambiguo:

El surrealismo fue acaso demasiado intelectual… nosotros, los de mentalidad

primitiva relacionados con el mundo indigena, tenemos este aspecto

de un mundo subterraneo, submagico, mAs directamente, no como producto

intelectual, sino… natural. Los indigenas y nosotros tenemos generalmente

dos realidades; una realidad palpable y una realidad sofiada.

(Asturias 1977, 39; el enfasis es mio)

En el primer “nosotros”, se incluye junto con los indios; pero en el

segundo introduce la ambigua disyuncion “los indlgenas y nosotros”

-es decir, “nosotros, los surrealistas”. Se advierte aqui esa vacilacion

“nosotros/ellos” que a partir del Inca Garcilaso es tan sintomatica

del discurso mestizo. En su entrevista con Claude Couffon,

Asturias afirma que ‘el surrealismo que se le atribuye a algunas

de mis obras revela menos las influencias francesas que el espfritu

que anima las obras primitivas maya-quiches” (1970, 23);

pero en el mismo aliento, confiesa su lectura surrealista de esas

obras: ‘Se halla en el Popol Vuh y en los Anales de los Xahil por

ejemplo, lo que pudiera liamarse un surrealismo lucido, vegetal,

anterior a todo lo que nos es conocido”. En la misma entrevista, luego

de asegurar nuevamente que su obra no se basa en el “surrealismo

frances, demasiado intelectual”, sino en la ‘actitud vital existencial”

del pueblo guatemalteco y en su “mentalidad primitiva”,

aniade: “Por otro lado, Guatemala es un pals surrealista”.

En el fondo, el surrealismo no era para el un fin en si mismo,

sino solamente un punto de apoyo para llegar a los textos, a los mitos,

a la cosmovision del indio. El estilo de estos uiltimos se impone

al cabo sobre el mero vanguardismo, de manera que los elementos

surrealistas que sobreviven en Asturias aparecen transfigurados,

transculturados. El lenguaje de Hombres de mazz, desde luego, no

es primitivo, sino primitivista, forjado en la lectura surrealista de

los textos. Es decir, la relacion de Asturias con los textos mayas

refleja un proceso similar al de la pintura primitivista de la vanguardia

europea, que interpretaba lo primitivo -como apuntaba

Goldwater- “bajo el lente selectivo de sus propias necesidades”

([1938] 1967, 161). Lo mismo podria decirse de su tratamiento del surrealismo,

el que Asturias adapta en funcion de lo indigena, hasta

desembocar en un estilo sincretico, pero a la vez idiosincra’sico y

personal.

Hombres de maiz (1949) fue la culminacion de ese estilo. Su

concepto partia de un descubrimiento fundamental: que el mito de

origenes en el Popol Vuh -segun el cual Dios cre6 al hombre de los

granos del mafz en una epopeya que establece el derecho a la tierra

de origen- podia reactualizarse poeticamente en la lucha historica

del indio por la defensa de la tierra contra la explotacion capitalista.

El nuicleo del conflicto mitico en la novela -se recordara’- radica

en la resistencia del cacique Gaspar Ilom y su tribu contra los ladinos

o mestizos que explotan a antorcha y machete las tierras y el

maiz sagrados de los indios para vil usufructo comercial. Los hacendados

queman los bosques y expanden sus sembradfos. Para

asegurar el “progreso” agropecuario, el coronel Godoy llega con su

cuadrilla y envenena al cacique Ilom con ayuda de la ladina Manuela

Machojon. La Piojosa Grande, mujer del cacique, escapa

salvando a su hijo Martin Iloiete-rozas con un castigo de plagas:

sequia, enfermedad, locura, asesinatos, accidentes, enganios y abandonos

de morada -que se van cumpliendo de manera indirecta pero

inexorable a lo largo de siete quemas o siete soles del calendario

maya.1 Ahi cesa el desarrollo del conflicto central, pues se ha completado

el ciclo mitico, la situacion ejemplar de transgresion y castigo.

En la segunda mitad de la novela, comienza en cambio un proceso

de transformacion del mito en leyenda y de la leyenda en suceso

cotidiano, donde persisten, sin embargo, las lejanas repercusiones

de la transgresion original. Se constata entonces una dispersion

de los personajes, del tiempo y del espacio, representada por el

‘delirio ambulatorio” de las “tecunas” que abandonan a sus maridos;

la bu’squeda del ciego Goyo Yic, abandonado por su amada Maria

Tecutn; los viajes del correo-coyote Nicho Aquino; y las andanzas

del arriero Hilario Socayon, inventor de leyendas. En el conflicto

mitico entre la Tierra y el Hombre, la transgresion, la ruptura del

balance primigenio, trae por consecuencia el destierro, la Caida. La

dispersion introduce la historia en ese mundo cerrado, mitico, de la

tierra de I16m: ahora los personajes, destinados a errar durante

afios, no regresaran mas a la tierra prometida de Ilom, habitaran

la historia y el conflicto mitico permanecera irrecuperable, inalterable.

Puede observarse en el Popol Vuh una organizacion similar:

primera parte, descripcion de la creacion y el origen del hombre,

hecho de maiz luego de varios simulacros; segunda parte, aventuras

de los Gemelos sagrados y episodios sobre los castigos de los

malvados y humillacion de los soberbios; y tercera, noticias sobre

las migraciones y dispersion de los pueblos indigenas, sus guerras

y su distribucion en el territorio hasta poco antes de la Conquista

(Recinos, ed., 1981, 16). Tambien puede observarse en ambos textos

una “desorganizacion” similar. La unidad de Hombres de maiz ha

sido muy debatida desde que Menton (1960) calificara la obra de excelente

coleccion de anecdotas y leyendas que lamentablemente el

autor intent6 revestir en forma novelesca, atandolas con debiles nexos

reiterativos a manera de muletillas artificiales. Dorfman (1970),

Garcia (1978) y Prieto (1993) han defendido su unidad paradigmaatica

de temas y variaciones, basada sobre todo en la simbologia esoterica

del Popol Vuh. En cambio, no se ha demostrado una unidad

sintagmatica o un desarrollo narrativo eficaz, sobre lo cual sugiero

aqui algunas posibilidades. No obstante, el propio cuestionamiento

de la “unidad” revela un habito occidental de lectura, lineal, secuencial.

Es decir, la critica ha leido ambos textos exclusivamente

como textos alfabeticos, olvidando que Popol Vuh, o “Libro del Consejo”

y el Chilam Balam, libro de profecias, eran manuales de consulta

vinculados con los ciclos astronomicos y lituirgicos; se consultarian

secciones especfficas del texto segun las fechas o periodos

pertinentes y si carecian de unidad sintagmatica era porque no estaban

hechos necesariamente para leerse de manera secuencial. Si

mi intuicion es correcta, que Asturias busco subvertir la escritura

alfabetica y crear una novela-codex, habria que advertir en Hombres

de maiz un texto circular y salteado que puede ser leido en

cualquier orden y comenzado por cualquiera de sus siete secciones

correspondientes a los siete momentos del calendario solar. El resultado

es una tentativa estructural revolucionaria, semejante a

las que ensayaran, antes y despues de Asturias, Mallarme y Cortazar,

pero sin alterar como estos el formato superficial del libro

occidental. La estructura de codice esta escondida, como un sincretismo,

bajo la ma’scara de una estructura alfabetica. Esto es justa-

mente analogo a la estrategia defensiva del pueblo maya ante la

destruccion de sus codices y la forzada alfabetizacion colonizadora.

“La supervivencia de la antigua literatura maya no dependio de la

preservacion de sus formas externas. Al igual que los mayas

aprendieron a usar el simbolismo de los santos cristianos como

mascara para sus antiguos dioses, asl tambien aprendieron a usar

el alfabeto romanico como mascara de sus textos antiguos” (Tedlock

1996, 25; mi traduccion).

Indicio de esta mascara es justamente la tenue disposicion secuencial

de las dos mitades de la novela. De modo simultaneo a esa

dispersion ocasionada por la transgresion y ruptura del orden primigenio,

opera en la segunda mitad de la novela un proceso unificador

de recoleccion de datos, significados y opiniones que completan,

clarifican y expanden el sentido del conflicto mitico original.

En su recorrido sin direccion aparente, los personajes estan destinados

a encontrarse, comentar y rememorar los antiguos hechos,

aportando diferentes perspectivas de los sucesos vividos y, en ocasiones,

nueva informacion que amplia el significado profundo del

mito de Ilom. El proceso textual de Hombres de maiz refleja esa

particularidad de los hechos humanos que hace que la historia a

menudo parezca repetir eventos primigenios, dandole cada vez al

mito nuevas dimensiones y significados mas amplios, mas actuales.

Por otro lado, ese recurso conector de la repeticion es el procedimiento

constructivo tipico de la narracion arcaica, muy comuin en

los textos mayas -del Popol Vuh, de los Anales de los Xahil, y sobre

todo del Rabinal-Achi- que Asturias remeda en el primitivismo

formal de su novela. Su profesor, Georges Raynaud, teorizaba que

la repeticion era la forma rudimentaria de la prosodia y el ritmo,

que Ilevaria a la creacion del lenguaje poetico (1928, “Prefacio” al

Rabinal-Ach i). Ese procedimiento se establece desde el inicio de la

novela:

-El Gaspar I16m deja que a la tierra de I16m le roben el suenlo de los ojos…

-El Gaspar I16m deja que a la tierra de I16m le boten los pdrpados con

hachas…

-El Gaspar I16m deja que a la tierra de 116m le chamusquen la ramaz6n de

las pestafias…

En el fondo, la repeticion era ya una caracteristica inscrita no solo

en el aspecto formulaico de la oralidad, sino en la naturaleza misma

de la escritura pictografica mayense.2

Asturias utiliza la repeticion no solo como recurso po’tico, sino

estructural, remedando en el texto, por ambas vias, el caracter oral

de la leyenda. Asl, la leyenda original de la pareja Gaspar Ilom /

Piojosa Grande se repetira tres veces con variaciones en cada nuevo

katuzn (ciclo de 20 anios del calendario maya). Cerrado el conflicto

original, la narracion salta 20 anios, a la segunda pareja, Goyo Yic /

Maria Tecun. La amada del ciego Goyo Yic ha huido como la Piojo-

sa Grande. La identidad entre ambas, sin embargo, no se esclarece

sino hasta el final de la novela:

-Y Maria Tecun… no es tampoco de apellido Zacat6n, y por lo mismo esta

viva: de ser sangre de los Zacat6n habrian cortado su cabeza de criatura

de meses en la degollaci6n de los Zacat6n que yo, Curandero-Venado de

las Siete-rozas ordene indirectamente… por ser hijos y nietos del farmac6utico

que vendi6 y prepar6 a sabiendas el veneno que paraliz6 la guerra del

invencible Gaspar I16m, contra los maiceros que siembran mafz para negociar

con las cosechas. iIgual que hombres que prefian mujeres para vender

la came de sus hijos…!

-Si no es Maria Tecuin ni Maria Zacat6n, entonces, esta piedra, 4qui6n es?,

Venado de las Siete-rozas…

-Maria la Lluvia, la Piojosa Grande, la que ech6 a correr como agua que se

despefia, huyendo de la muerte… Llevaba a su espalda al hijo del invencible

Gaspar… a su hijo el maiz, el maiz de Ilom, y erguida estara en el

tiempo que esta por venir, entre el cielo, la tierra y el vacio. (349-350)

Tras otro salto de 20 anios, la fuga de Maria Tecuin tambien se habla

convertido en leyenda; y, a tono con la frialdad de sus sentimientos,

decia la gente que la ingrata se habia transformado en una piedra

localizada en la cima de un monte que bautizaron “Cumbre de

Maria Tecu’n”.3 Pasando por el caso del correo Nicho Aquino, otro

de muchos maridos abandonados por las “tecunas”, la narracion se

centra en la figura de Hilario Socayon, quien “inventa” la leyenda

de una tercera pareja, O’Neil / Miguelita de Acatan, sobre el amor

no correspondido de un forastero por su amada imaginaria. Como

cronica de los avatares de la Leyenda, la novela se desarrolla entonces

en tres ciclos o katunes, el de Gaspar Ilom, el de Goyo Yic y el

de Hilario Socayon.4 Cada uno de ellos tiene un emblema que analizare

en seguida, un icono verbal que los simboliza y los significa,

dentro del codice pictografico de la novela.

Con todo ese equipaje tecnico y cultural y con la tendencia especulativa

que tanto inspira a la literatura de adentrarse en las lagunas

del pensamiento cientilfico, racional o historico, Asturias se

adentra en el oscuro terreno de la exegesis de la escritura maya y

procura derivar de ella un estilo literario. Al contrario del Obispo

Diego de Landa, que (aparte de quemar innumerables codices) en

su Relacion de las cosas de Yucatan (c. 1560) habia querido reducir

los glifos mayas a un alfabeto, Asturias busca devolverles su

otredad, su caracter de escritura no occidental. “La escritura primitiva

de los indios -lo sabfa- era una forma de escritura ideografica,

como la de los chinos, como declan los espa-noles cuando vieron

los primeros jeroglificos. Porque para los indios, la escritura y

la pintura eran lo mismo” (Harss 1981, 105-6). Sin embargo, solo en

el uiltimo decenio (Coe 1992) ha comenzado a descifrarse con cierto

exito parte de esos ideogramas que tan enigmaticos resultaban,

aun en los tiempos de Asturias. Es decir, Asturias los pudo conocer

solo de manera superficial, pero adecuada para sus propositos.

La forma ba’sica del ideograma mayense es la de un icono, donde

la fidelidad a su objeto parece haber sido sometida, a lo largo de

las generaciones, a un proceso de simplificacion, convencionalizacion

y estilizacion, al punto que rara vez se reconoce visualmente el

objeto original.5 Al tratarse de ideas abstractas, los indios las asociarlan,

segun su experiencia, su historia, su cosmogonia, con ciertos

objetos concretos que al cabo las simbolizarnan; asi tambien con

las deidades y sus atributos. Esa iconografia estaba mas cerca de la

palabra-fetiche y de su caraicter sagrado que del alfabeto moderno:

la palabra era la cosa, no reconocia aun la arbitrariedad en la relacion

signo/significado. En otras palabras, el ideograma y su sentido

estaban atados dentro de una identidad sagrada por las operaciones

comparativas de la metafora, el simil y la analogia, ademas de

la onomatopeya que operaba al nivel oral. ,Que ma’s necesitaba Asturias

para crear un lenguaje literario?

Sin embargo, el punto por subrayar es que el contexto vivencial

del universo maya en el periodo cla’sico (siglos III al IX), cuando se

establecio la escritura ideografica, contexto en que se apoyan las

relaciones de signo y significado, aquel contexto y sus claves, han

desaparecido. Para un lector moderno, las asociaciones semanticas

del lenguaje indigena resultan ahora insolitas e incomprensibles.

Por eso, cuando Asturias declara que “para los indios la poesia es

donde las palabras se encuentran por primera vez”, les esta adjudicando

el sentido de novedad y sorpresa propio de una lectura

moderna y relacionando la mentalidad de aquellos con las operaciones

surrealistas. Asturias sabia que el surrealismo no podia hacer

las veces del contexto semaintico original, pero percibiria, desde

el punto de vista de la lectura, una similitud de efecto entre la escritura

automatica de los surrealistas y el lenguaje ideografico de

los mayas: ambos resultaban en una red de similes insolitos, extrafias

metaiforas y yuxtaposiciones de palabras y de imaigenes que,

perdida la clave original, ahora parecen fortuitas. Asturias aprovecho

entonces las practicas surrealistas para imitar artisticamente

ese lenguaje. Asi, el mismo lenguaje que para los indios seria

tan pedestre y pragmaitico como para nosotros el nuestro, quedaba

representado por Asturias como un idioma mucho ma’s metaf6rico,

que resulta “maravilloso” precisamente en la medida en que se resiste

a una lectura moderna.6

Examinare aqui tres iconos verbales en los que Asturias codifica

su tentativa de reescritura no alfabetica del texto maya, que corresponden

a los tres ciclos de la narracion ya mencionados y, que

seran, ulteriormente, la metaescritura o clave autoexegetica de la

novela. El primero de estos iconos claves es el de los conejos amarllos,

que aparentan ser de esos duendes o criaturas que segun el

Popol Vuh (Recinos 1981, 25, 167) fueron creados para defender el

bosque, y que parecen luchar junto a Gaspar Ilom. “Conejos amari-

Ilos en el cielo, conejos amarillos en el bosque, conejos amarillos en

el agua guerrearan con el Gaspar” (12). En la novela no aparecen

como animales reales y concretos sino, por su valor descriptivo y

simbolico, casi como elementos decorativos: se asocia sus orejas

amarillas a las hojas del maiz y a las llamaradas de las quemas.

En los textos indigenas es muy frecuente el uso del amarillo como

adjetivo ponderativo. Raynaud, el maestro de Asturias, escribia

hacia 1928 en sus notas al Rabinal-Achi que: “Los nombres de los

colores son, con frecuencia, empleados como superlativos. Un pasaje

de los Anales de los Xahil me incita a creer que tanto en ese texto

como en el presente [de Rabinal], ‘amarillo’ significa lo que se relaciona

con los altos dignatarios y sus subditos. Brasseur, que nunca

es parco en epitetos, los traduce aqui por ‘furibundos, colericos”‘.

(Raynaud 1979, 40) En aquellos textos se trataba de jaguares y

aguilas.

  1. . . . . . . . . . . .;. .-. . – – – – – – –

Vasija cilindrica policromada en estilo codex con escena del Popol

Vuh y figura del conejo-escriba. Maya, Guatemala, Periodo cldsico

tardio, A.D. 672-830. Coleccion Princeton por legado de la Fundaci6n

Hans & Dorothy Widenmann. Segin foto K511 © Justin Kerr.

El conejo, sin embargo, se asocia en la iconografia maya con la figura

del escriba, segun lo demuestran numerosas vasijas del periodo

clasico (Coe 1973, Reents-Budet 1994, 281); en este caso el conejo-

escriba es el propio Asturias. Se trata del Its’at (“astuto, cauteloso,

maiioso, habil, artista, industrioso, ingenioso, para bien y para

mal, y sabio assi”, segun el Diccionario de Motul). A la vez, la raiz

its tiene significados como “hechiceria, brujeria, lo que corre de la

candela, herrumbre que tiene el cuchillo y el hierro” (Barrera

Vaisquez y Rendon 1948, 29-30). Its’at era el nombre que se le reservaba

al artista-escribano-sabio que comuinmente aparece sentado al

lado del trono real del cacique: asi, “conejos” (escribas) “amarillos”

(altos dignatarios); y a la vez “Brujos de las Siete-rozas”.

La relacion tiene sentido si se piensa que los indios guerreros

de Ilom estan totalmente ausentes en la novela y, que la quema de

los bosques es el correlato moderno de la quema de los c6dices precolombinos

de papel de amate por los frailes de la dominacion espaniola.

La verdadera arma de Ilom es la palabra que sobrevive a la

escritura, la que corre como conejos amarillos en las leyendas

ejemplares de tantos personajes errantes.

La palabra del suelo estuvo a punto de quemarles las orejas de tuza a los

conejos amarillos en el cielo, a los conejos en el bosque, a los conejos amarillos

en el agua… que se pegaron al cielo convertidos en estrellas, y se disiparon

en el agua como reflejos con orejas. (12)

En el fondo, todo ello se hace eco de las profecias del Chilam Balam:

El 11 Ahau es el que comienza la cuenta porque es el katun que transcurria

cuando Ilegaron los extranjeros que vinieron del oriente; los que trajeron

el cristianismo que hizo terminar el poder en el oriente y Ilorar al

cielo y Ilenar de pesadumbre el pan de maiz del katun. Degollado sera en

su 6poca Yaxal Chuen, Gran-mono-artifice, Ixka-nyulta, Preciosa-garganta.

Dispersados serdn por el mundo las mujeres que cantan y los hombres que

cantan. (trad., Barrera Vasquez y Rend6n 1948, 49-50; el 6nfasis es mio)

El ma’s importante de los iconos simbolicos de Hombres de maiz es

el de la Flor del Amate. Goyo Yic se hace curar la ceguera para

buscar a Marla Tecuin, pero descubre que: “Los ojos le eran inu’tiles.

No conocla a la Maria Tecutn, que era su flor del amate, el solo la

habia visto ciego, dentro del fruto de su amor, que el llamaba sus hijos,

flor invisible a los ojos del que ve por fuera y no por dentro, for y

fruto en sus ojos cerrados, en su tiniebla amorosa…” (146). El amate

es arbol que no da flor. Por sustitucion, dentro del gusto asturiano

por el juego f6nico-semantico de palabras y nombres, se dirna que es

la flor del amante. “A la mujer verdaderamente amada no se la ve

-dice-, es la flor del amate que solo ven los ciegos… La leyenda popular

es que la flor esta’ escondida en el fruto. Florece solo en los

ojos del ciego” (en Harss, 109). Maria Tecutn es la amada idealizada,

una nueva Dulcinea.

A la vez, la “Flor del Amate” es una adaptacion que Asturias

hace para un amante masculino, del rito indfgena femenino de la

“Flor de Mayo”:

Nicte es el nombre de la Flor de Mayo -Plumeria-. Kay Nicte significa

Cantar-a-la-flor, Cantar-al-amor. Es un rito que practican las mujeres, en

noche de luna, en un chaltun -dep6sito de agua en la roca. Es para atraer

al hombre esquivo o al que abandon6 a su amada. (Barrera Vasquez y

Rend6n 1948, 159)

En las profecfas y acertijos del Chilam Balam se dice:

En ella se hundiran los Jefes de la tierra, trastornados por la Flor de Mayo.

Nadie se librara. El aguij6n de su palabra les caera encima de los ojos

y del coraz6n… Sera el perseguirse como bestias de cuatro patas los hombres

del 7 Ahau KatAn. De lascivia y locura sera su palabra, de lascivia y

locura su andar… su agua, varada en el pantano, anegada, hermosa aun

sin belleza. Despertaran los no despiertos… en este tiempo de siete dias

de reinado efimero, siete soles de reinado… Devoradas entre si seran las

Zarigueyas-ratones, los codiciosos de gobernar. Llena de culpa viene la

sustancia del katuin porque de Flor de Mayo es el pan, de Flor de Mayo es

el agua. Por parejas de dos en dos grandes adulterios vendrAn a causa de

la perversidad de los hombres por todos los ambitos de la tierra… Mas

alla del monte, El-chac-que-chorrea-serpientes se alzara con sequta por todas

partes. (Barrera Vasquez y Rend6n 53)

Yaxal Chac, Lluvia-verde… De Flor de Mayo sera el vestido, de Flor de

Mayo el rostro, de Flor de Mayo el calzado, de Flor de Mayo el andar… No

habrA grandes ensenlanzas ni ejemplos sino mucha perdici6n sobre la

tierra y mucha desvergiienza… Perdida serA la ciencia, perdida sera la sabiduria

verdadera. (71-72)

Las Flores de Mayo de centro blanco, y la sangre cuajada en la flor de la

sonaja que se les pide, es el amarillo de oro que tiene en el medio la flor y

simboliza que de la Flor de Mayo proviene la sangre de ofrendas, la sangre

de los huerfanos de madre, de los hu6rfanos de padre, de los miserables.

No se-nalare las obvias conexiones con los personajes, la trama, e

incluso con el estilo de Hombres de mazz.

Finalmente, el amatl es la higuera de cuya corteza sacaban papel los mesoamericanos.

Se doblaba en acorde6n con tapas de piel de jaguar para

encuadernar los libros o c6dices. La “Flor del Amate’ es aqui, nuevamente,

la palabra, la escritura. ‘Porque para los indios -dice Asturias- la escritura

y la pintura eran lo mismo. Ellos mismos lo dicen en sus viejos manuscritos:

‘Porque ha sido pintado ya no se ve. Porque ha sido pintado ya

no se lee. Porque ha sido pintado ya no se canta…’ Es decir, porque ha

sido escrito’ (en Harss, 106). Esa invisibilidad de lo interior, como dice la

novela, s6lo es accesible a “los cegados por el amor, los cegados por la fe,

los cegados por la vida” (153). Dice el Chilam Balam: “Hijo mfo, buiscame

la flor de la noche, traela aqui… L,acaso estA detras de ti Ix Dzoy, La flaca,

en el gran amate? …trAelas en una brazada contra tu pecho si realmente

eres de la raza de los Jefes y de los Seniores principes de esta tierra, si puedes

comprender el habla de Zuyua”. La flor de la noche que se le pide es la estrella

del cielo y la luz de la noche que la acompanfa es la Luna. La Ix

Dzoy es el amate llamado Cop6. El gran amate, El-de-los-bienes-de-lacomunidad,

el tesorero, Consejero… .(136-7)

Si Maria la Lluvia es la Piojosa Grande, el ciego Goyo Yic es el avatar

de Gaspar Ilom, el que preserva la ciencia y la sabiduria verdadera,

dentro de su ceguera vidente, por medio de la palabra, de la

leyenda. Al final de la novela Goyo Yic encontrara a su Maria Tecun

y seran ellos los uinicos que regresaran a la tierra de Ilom, a

vivir de ella, a criar a sus hijos, a abrir un nuevo ciclo, un nuevo

Ahau y Katun, en el calendario de las profecias.7

 

Pero en el desenvolvimiento de los simbolos polivalentes asturianos,

Goyo Yic es tambien el Escriba-interprete sentado junto al

trono de Ilom; es el Lector-creyente, “cegado por el amor, cegado por

la fe”, el que puede ver el significado, la flor invisible de la palabra.

Su lectura del amate, de la sabiduria en el inscrita, es la que al cabo

triunfa en la novela.

La escritura maya, en los codices, en las estelas, en las vasijas,

acompania comu’nmente escenas alegoricas que lo mismo representan

la cosmogonia que la historia. Esos pictogramas carecen de

los significados precisos de la escritura alfabetica; funcionan mas

bien como claves mnemotecnicas de apoyo a la tradicion oral.

Quien los interpreta y difunde es tambien un Its’at, un Escriba-lector,

versado en la cosmogonia, la historia y las leyendas de su pueblo.

El Its’at en el dialecto yucateco es sinonimo del “Chilam

Balam” (Brujo-interprete) de los quiches. Ese es el Goyo Yic y el papel

que Asturias se reserva, como autor e interprete, ante los sagrados

textos del Quiche.

Asturias habia intentado de joven acercarse al esplritu maya

traduciendo del frances el Popol Vuh de Raynaud. Habia conocido

de cerca las vias de la invencion en la traduccion de ese texto. Lo

digo en muchos sentidos. El amate de los codices no era material

duradero como la piedra o la ceramica. En el caso del Popol Vuh,

estamos ante un texto antiqufsimo, segun lo demuestran numerosas

vasijas del periodo clasico, que ilustran episodios suyos. Debio

ser copiado a lo largo de las generaciones a medida que las versiones

mas antiguas se deterioraban. Nuevos Itsats suplirfan texto en

las lagunas ilegibles y con el derecho de su sagrada autoridad aniadirian

sus propias visiones y los nuevos hechos de la tribu. De sobrevivir

despues del siglo XII, a la caida de las grandes ciudadesestados,

el codex habria seguramente ardido en las piras de los

frailes de la evangelizacion. La version que sobrevive hoy es la que

“transcribio” el padre Ximenez entre 1701 y 1703, a partir de un manuscrito

indigena que existia o se venia copiando desde mediados

del siglo XVI (Tedlock 1996, 25-30). Es probable que ese manuscritofuente

fuera un hibrido redactado foneticamente en quiche usando

mayormente el alfabeto romainico, pero intercalado ocasionalmente

por glifos y pictogramas que el padre Ximenez suprimio en su

transcripci6n. Los autores, que posiblemente fueron varios miembros

de tres diferentes linajes sefioriales, recogerlan la narracion

por fragmentos, de la tradicion oral, entrada ya la Colonizacion. Pero

estos no consideraban que ese texto alfabetico fuera verdaderamente

un Popol Vuh, pues lo concluyen asif: “Y esta fue la existencia

de los quiches, porque ya no puede verse el [libro Popol Vuh

(fragmento mutilado en el manuscrito)] que tenian antiguamente

los reyes, pues ha desaparecido”. Es decir, “escribimos esta narracion

porque el original ya no existe”; y, como no existe el libro, tampoco

existe el pueblo cuyos origenes e identidad se debian a el: “Asi,

pues, se han acabado todos los del Quiche, que se llama Santa Cruz

[nombre que dieron los espanioles a la region]”. El cura Ximenez

transcribio el texto foneticamente en quiche, ayudado de un indio

cristianizado y puso al lado su traduccion castellana con notas al

margen; de ahi sus semejanzas textuales con el libro del Genesis.

En el fondo, luego de la quema de los codices, la alfabetizacion del

indio habfa sido el caballo de Troya de la conquista religiosa, polftica

y cultural (Mignolo 1989, 1994).

Ignoro si Ximenez conocio el capitulo noveno del Quijote, donde

Cervantes explica como adquirio el manuscrito arabigo de la novela

en el mercado de Toledo y lo hizo traducir por un morisco, dando al

autor y al traductor por posibles mentirosos. Asturias si lo conocia.

El caso es que el manuscrito de Ximenez quedo olvidado en un monasterio

de Chichicastenango, hasta que, siglo y medio despues, el

abate viajero Brasseur de Bourbourg lo “rescato”, se incauto de el no

se sabe como y lo publico en 1861, en traduccion propia, poco despues

de “descubrir” otro texto, el Rabinal-Achl. La proxima traduccion

de importancia seria justamente la de Georges Raynaud en

1925, quien consideraba que “el Abate, tan imaginativo siempre,

erro [en su traduccion]” (1928, 6). Sin embargo, Raynaud fue el

unico de los tres traductores que nunca visito Centroamerica. Su

cultura era libresca, parisina. ,Con cuainto derecho no se sentiria

su discipulo, Miguel Angel Asturias, de apropiarse una vez mas de

las licencias del Its’at?

Pero hay un detalle fundamental y es que lo que verdaderamente

pervirtio al Popol Vuh no fueron las corrupciones que introdujeran

sus diversos interpretes, sino al contrario: cuando Ximenez

fijo para la posteridad el texto alfabetizado, convirtio al Popol

Vuh en libro occidental, en texto muerto. La idea occidental del “libro”

es la idea de la totalidad, de lo concluso y fijo (Derrida 1984).8

Para los indios -dice Asturias- “ser capaz de poner un nombre

exacto a algo, significa revelarlo, desnudarlo, despojarlo de su misterio”

(en Harss, 106). La latitud del Its’at, de cada nuevo lector, de

interpretar los antiguos pictogramas de manera que iluminaran

las nuevas actualidades de la comunidad -la vida misma del textohabf’a

desaparecido. Su esencia de texto abierto, semi-escrito, semioral,

semi-pintado, -Flor del Amate- habia sido violada y destruida.

Asturias comprendio que el verdadero Popol Vuh no era ese, sino el

que aun vivia en las viejas leyendas y nuevas pasiones del pueblo

guatemalteco. El texto usurpado, desacralizado, falso, que ahora yace

en la Biblioteca Newberry de Chicago, debia ser reemplazado por

un texto vivo: Hombres de matz, novela que no solo ha promovido

inmensamente el estudio del Popol Vuh, sino que ha coloreado para

siempre su lectura.

Ulteriormente, el afain de la novela por presentar la ebullicion

de la cultura popular en su constante adaptaci6n, reinvencion y

transmision de leyendas, era un esfuerzo por demostrar la necesi-

dad de una lectura actualizada del texto comunal, con lo cual, en el

fondo, Asturias justificaba su propia obra. Seguin las bases ideologicas

de su proyecto, Asturias buscaba mediante la literatura darle

voz a los que no la tienen, a los marginados, siguiendo el dicho de

Marx, “No pueden representarse a sf mismos; deben ser representados”

(Sie konnen sich nicht vertreten, sie mussen vertreten werden),

pero vertreten va mas alla de “representar”; significa tambien

“reemplazar”, “sustituir” (Harbsmeier 1985, 72); y Asturias habia

hecho eso mismo con el Popol Vuh, lo habia sustituido con su novela.

El lector critico de hoy dia podria muy bien cuestionar su autoridad;

rechazar el mito del “Gran Lengua”, el grand recit del autor

parisiense que se pretende participe de la cultura indigena y que no

hace sino usurparle la voz al Otro. La funcion ideologica de la novela

como portavoz de marginados podria considerarse obsoleta ante

la presencia actual de textos testimoniales, como el de Rigoberta

Menchui, donde los indigenas, despues de todo, si pueden representarse

a si mismos. Del proyecto de Asturias, perdura en cambio la

funcion estetica.

En el episodio de Hilario Socayon, incredulo inventor de leyendas,

se confirma lo que he venido diciendo en las utltimas paginas y

se presenta una tercera imagen del autor (escriba-interprete), en la

que Asturias hace una defensa ironica de su autoridad novelistica.

Lleg6 a tal grado el amor de su padre por el recuerdo del seinor Neil, que

un dia llev6 a Hilario, ya adolescente, hasta un palo grande. En el tronco,

grabado con navaja, se veian letras y numeros, decia: O’Neil 191… la

ultima cifra borrada… el viejo arriero… con su cuchillo traslad6 a su pechera

de cuero la inscripci6n, imitando los signos, y hasta la muerte, el finado

llev6 en su pechera de arriero, las letras y nuimeros del palo: O’Neil

191.

No es s6lo el hecho que esta situacion imita al pie de la letra el proceso

de transcripci6n del c6dex Popol Vuh que hace un rato describi,

sino que Socayon hijo, un arriero analfabeto, leerfa ahora los

misteriosos e incomprendidos signos “O’Neil 191” del mismo modo

y con la misma latitud, que leerla el Its’at los pictogramas de un

c60dex. El fragmento citado prosigue:

Este era, escuetamente, el secreto de Hilario Socay6n. Muerto su senior

padre, Socay6n hijo se apropi6 de la historia, agregandole de su cosecha

imaginativa orejas y cola de mentiras [recu6rdese nuevamente el emblema

del Conejo-escriba]. En boca de Socay6n hijo, O’Neil tuvo pasi6n por una

muchacha de San Miguel Acatan, la famosa Miguelita, a quien nadie conoci6

y de quien todos hablaban por la fama que en zaguanes de recuas y

arrieros, fondas, posadas y velorios, le habia dado Hilario Socay6n. (217-

218)

Hilario intuy6 que el amor del extranjero O’Neil por la tierra misma

tenia forma de mujer: si la Miguelita de San Miguel Acatan no

existia, habia que inventarla, para cumplir con la actualidad de

una verdad invisible. La Miguelita de la leyenda no correspondio al

amor de O’Neil, quien de recuerdo le regalo una maquina de coser

de las que el vendia por los pueblos. Y asi, por causa de Hilario, la

gente jura que en Acatan “el que despues de las doce campanadas

del Cabildo se detiene a oir, escucha que cosen con maiquina. Es la

Miguelita” (220).

Pero Hilario Socayon (lo Socarron?) no es un Quijote, es el lector

incredulo, lo opuesto del personaje Goyo Yic. “Vos sos incredulo

porque sos pretensioso. En todo pretensioso hay un incredulo. Para

creer se necesita ser humilde” (240).

-Como es que me liamo Ramona Corzantes que esa historia de la Miguelita

la oi contar a mi abuela, Venancia Corzantes San Ram6n, y hasta se

cantaba… tarareando la mdsica puede que me venga la letra…

-No puede ser, Na Moncha, como es que yo me Ilamo Hilario Socay6n, que

esa historia la invente yo… estando bolo la invent6; se me vino de la cabeza

a la boca y qued6 en lo dicho, como una realida…

-Entonce, oime. Uno cree inventar muchas veces lo que otros han olvidado.

Cuando uno cuenta lo que ya no se cuenta, dice uno, yo lo invent6, es mio.

Pero lo que uno efectivamente esta haciendo es recordar; vos recordaste en

tu borrachera lo que la memoria de tus antepasados dej6 en tu sangre,

porque toma en cuenta que formrs parte no de Hilario Socay6n, solamente,

sino de todos los Socay6n que ha habido, y por el lado de tu seniora madre,

de los Arriaza, gente que fue toda de estos lugares… En tu caletre estaba

la historia de Miguelita de Acatan como en un libro, y alli la leyeron tus

ojos, …y si no hubieras sido vos habria sido otro. (241-2; el enfasis es mio

Asturias acababa de reinventar el inconsciente colectivo. Ahf esta

la justificaci6n del Its’at y, ulteriormente, de toda literatura: creemos

inventar lo que otros han olvidado. En un sentido borgiano,

Pierre Menard fue el autor del Quijote y Asturias el del Popol Vuh.

Hilario Socayon no solo creyo inventar “lo que otros han olvidado”,

sino que la Miguelita termina siendo, efectivamente, otro icono:

la Virgen del Cepo, imagen sincretica de una virgen morena,

tallada en madera por un indio y olvidada dentro de un presidio

desde el siglo XVI.9 Ademas, para escarmiento de su incredulidad,

Asturias hace a Hilario presenciar, con sus propios ojos, la metamorfosis

del correo Nicho Aquino en su coyote-nachual, al pasar de

la aldea “Tres Cruces”, por la “Cumbre de Maria Tecuin”, hasta la

“Cuesta del Mal Ladron”: “que buen nombre, Cuesta del Mal Ladron”

(292).

En el tema de creer o no creer, el icono del “Mal Ladron” sera’

una constante en la obra de Asturias. Aquf es Hilario Socayon (socarron/

sayon). En El Alhajadito (1961), es el criado Azacuatn: “amarrado

a una cruz, rechazaste la oferta del celestial asilo, seguro de

que eras lo que somos, solo materia”. En Mulata de tal (1963) es el

farmaceutico Gabriel Santano: “devoto del Mal Ladron, el crucificado

materialista, a quien llamaban San Maladron los que seguian

su doctrina de no creer en el cielo ni en el ma’s alla”. Hasta

culminar en Maladr6n (1969): alli son los conquistadores sedientos

de oro, negados a la riqueza espiritual del indio. En Hombres de

mazz, Asturias convierte esa imagen de las Tres Cruces del Calvario

en una alegoria de la lectura: a la derecha del escritor, el Buen

Ladron, Goyo Yic, cree y se salva, regresa a la tierra de Ilom; a la

izquierda, el Mal Ladron, Hilario, quedara’ condenado a errar.

En el codigo autoexegetico de la novela, el Mal Ladron es el lector

soberbio, incredulo; es decir, el critico. Para Asturias la literatura

no es invencion, sino recuerdo y reescritura que, como los glifos

mayas, no puede leerse de un modo unfvoco: incluso el critico, para

comprenderla, debera’ en ocasiones creer. El escritor cumple su papel

demiu’rgico, con solo presentar verdades ambiguas, como la vida.

Por eso, en la funcion shamanica del Its’at, que adema’s de escriba

es interprete de la escritura ideografica, hay algo mas que

una interrogacion de la escritura alfabetica, hay sobre todo una critica

de la lectura. Es asi que en la iconografia simbolica de la novela,

Conejos Amarillos, Flor del Amate, O’Neil 191, se halla cifrada la

autorreflexion del autor, la metaescritura y la autoexegesis de ese

codex pictografico que es Hombres de ma’z.

La actualizacion de los viejos textos no debia ser solamente semantica.

Se necesitaba tambien una actualizacion estetica. Luis

Cardoza y Aragon, condiscipulo de Asturias bajo Raynaud, y estudioso

del Rabinal-Achi, vio representado ese ballet-drama por el

Instituto Nacional de Bellas Artes:

Me aburri soberanamente. No adverti posibilidad dramatica “actual” a lo

que presenci6. Sin embargo, barrunto, si lo viera en Rabinal, con sus pobladores

mismos, en su escenario casi legitimo, habria experimentado otra

impresi6n. Desde luego, no podemos tornar, en modo alguno, por mds empenlo

que pongamos, a la mentalidad, a la psicologia, a la sensibilidad, a

la idiosincrasia, de los rabinalenios, de los quiches anteriores a la dominaci6n

espaniola. Ellos veian el Rabinal-Achi con otra actitud espiritual, con

otros ojos, con otra imaginaci6n. Estaban frente a distinta realidad, con su

mitologia vehemente y actuante. Diria que compartian una ceremonia, un

rito cuya profundidad emocional, cuya poesia, ahora -al menos en esa

adaptaci6n- se me escapa. (1972, xv)

Los textos mayas, despues de todo, no fueron hechos para leerse, sino

para cantarse, salmodiarse, recitarse, intercalados por la mu’sica,

la danza y los juegos rituales (Houston 1994). Como textos, carecen

de toda actualidad literaria. Los largos interludios de mu’sica y

de danza los forzaban a excesivas y enojosas repeticiones, repeticiones

que Asturias imita, dosificadamente, en su novela. Uno de los

grandes meritos de Asturias fue el transformar esteticamente ese

legado en materia novelable, legible y provocativa para la sensibilidad

de un lector moderno. Pero tambien aqui, en la refundicion que

les devolvi’a su actualidad literaria, el novelista aprovecho (tan socarronamente

como Hilario) las modas implantadas por el surrealismo.

NOTAS

  1. El ndmero siete representa la dualidad del acto creativo (soles) y destructivo

(quemas) en la tradici6n maya-quich6. “En su movimiento por el espacio, el sol

ocupa siete posiciones fundamentales: la central, las de los cuatro solsticios y

las dos cenitales” (Garcia 1978, 49).

  1. Una cadena de glifos en la f6rmula dedicatoria de una vasija del siglo VIII

ilustra el caracter reiterativo de la escritura pictografica: “puro artesano / hijo

de madre / sagrada madre / madre liamada [nombre personal sin descifrar]”

(Reents-Budet 1994, 82).

  1. En su antologia de textos mayas, Jos6 Vila Selma comenta asf la leyenda “Los

cerros y el maiz”, publicada en versi6n academicista en 1920: ‘La significaci6n

de la simpatia, de la connaturalidad entre la mente prel6gica o prefilos6fica la

encontramos en la personalizaci6n de los Cerros, accidentes naturales en funci6n

del amor o de la ausencia de una mujer joven y hermosa” (1981, 23).

  1. Omito aqui la pareja del correo-coyote Nicho Aquino e Isaura Terr6n, su mujer

desaparecida, porque repite el caso de Goyo Yic y Maria Tecun. Para la importancia

simb6lica de aquellos, consultese a Emilio F. Garcia (1978, 83-103). En

cambio, la pareja inventada por Hilario Socayon, caso poco estudiado por la

critica, es mas importante para comprender el papel proteico de la Leyenda

como verdadero protagonista de la novela. Estas cuatro parejas aparecen en

orden descendente: I16m y Piojosa (mito), Goyo y Maria (leyenda), Nicho e

Isaura (realidad), O’Neil y Miguelita (ficci6n). Los varones son asociados con e’l

sol y el fuego y las hembras con la variable luna, tierra, lluvia y agua corriente

-de ahi que todas huyan (Cf. Prieto 1993). Como en la cosmogonia maya, la

uni6n de opuestos -hombre y mujer, fuego y agua, sol y lluvia- engendra a los

hijos de maiz. Las tres primeras parejas estin consubstanciadas como avatares

de un mismo principio cosmog6nico. Asi, opino que el nombre de Gaspar

I16m deriva de Al6m (Portador) y Q’ahol6m (Engendrador), que seguin Edmonson

significan mujer fecundada y hombre fecundador. Es esa la figura con que

comienza el Popol Vuh: “El Hacedor, Moldeador, liamado Portador (Al6m),

Engendrador (Q’ahol6m), Cazador Zarigueya (nahual o alter ego de Goyo Yic),

Cazador Coyote (nahual de Nicho Aquino)… Soberana Serpiente Emplumada…

tambien Ilamado comadrona, casamentero… defensor, protector…” (Tedlock

63; mi traducci6n). Las mujeres tambi6n estan emparentadas ontologicamente:

Piojosa Grande, asi liamada por sus lunares, representa la luna; Maria

Tecuin, la lluvia; e Isaura Terr6n, la tierra; aspectos todos de la fertilidad. La

ultima pareja, O’Neil / Miguelita, por ser ficticia, no se relaciona de la misma

manera con las anteriores. En el contexto actual, la importancia del correocoyote

Nicho Aquino es mas bien estructural: como figura errante y personaje

testigo, el correo sirve de catalitico, de portador de noticias, y de hilo conector

entre personajes y episodios. No obstante, v6ase mas adelante mi nota 7 sobre

la relaci6n simb6lica de Aquino con la escritura pictografica maya.

  1. Houston (1994) refina el concepto de “ideograma”, alegando que la escritura

maya termina siendo logosilabica, a medida que se aniaden signos fon6ticos de

apoyo al logograma o palabra-icono.

  1. Jos6 Vila Selma, eminente compilador de textos mayenses, hace de ellos una

lectura muy diferente a la lectura poetico-surrealista de Asturias: “Los textos

literarios amerindios, todos los textos literarios indigenas que conozco, nacen

inspirados por una realidad muy concreta, pegados a la realidad, diremos con

lenguaje familiar” (Vila Selma 1981, 25).

  1. Conforme a su funci6n estructural (nota 4), el correo-coyote Nicho Aquino es

quien finalmente reune a Goyo Yic y a Maria Tecun, haciendo posible el regreso

de estos a la fertilidad, a Pisiguilito, la tierra prometida de I16m. En el contexto

actual, sin embargo, puede apreciarse tambi6n su funci6n simb6lica, re-

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224 ERIK CAMAYD-FREIXAS

lacionada al icono de la flor del amate. “Aquino” es hispanizaci6n del maya Ah

Kin, antiguo sacerdote del culto solar, que le ensefi6 el sagrado arte de la

escritura a los primeros escribas (Prieto 1993, 126). Su relaci6n con la escritura

es otro aspecto de su parentesco ontol6gico con Gaspar I16m y Goyo Yic.

Es justamente cuando Nicho Aquino esta sentado bajo un amate, que el curandero-

venado de la Siete-rozas lo ilumina y le hace quemar los sacos de la

correspondencia, cuyas cartas, segun dice la novela, estaban lienas de “mentiras”.

Se efectua asi un reemplazo simb6lico de la escritura alfabetica (las

cartas) por la iconografica (el amate). A la vez, la quema de las cartas es un

acto de retribuci6n simb6lica por la quema de los c6dices en el siglo XVI, o de

los bosques al principio de la novela. Es entonces que Aquino se despoja de su

cascara, de su falsa vestidura de hombre y de servil correo, y se transmuta en

su aut6ntico ser de Coyote, uno de los nombres del Hacedor en el Popol Vuh.

Es decir, pasa de portador de cartas a engendrador de la palabra-semilla. Es

s6lo como consecuencia de ese proceso iniciatico, regenerador y mediante la

palabra fecundadora, que Aquino logra reunir finalmente a los progenitores de

un nuevo pueblo, Goyo Yic y Maria Tecun, ejerciendo asi la funci6n de “comadrona,

casamentero”, que es otra de las dispensaciones del Hacedor universal.

  1. El Popol Vuh pas6 a ser un texto logocentrico, susceptible a la critica derridiana

de la escritura occidental. En cambio, para las relaciones de oralidad y

escritura de las sociedades amerindias, la gramatologia de Derrida es poco

pertinente (Mignolo 1994).

  1. Esta imagen de la Virgen es significativa. Hilario no “inventa” a la Miguelita,

patrona de San Miguel AcatAn, s6lo ha “olvidado” el origen de su inspiraci6n,

confirmando la advertencia que le hiciera Ramona Corzantes: “uno cree inventar

lo que otros han olvidado”. La figura de la Virgen como madre espiritual

adoptiva es preeminente en el sincretismo indigena americano, como a

menudo ha sefialado Octavio Paz. Las numerosas Virgenes latinoamericanas

no siempre corresponden a una aparicion milagrosa, sino a una figura tallada

por un indio devoto en pago de algun milagro. Tal las Virgenes de Copacabana

y Caacup6, patronas de Bolivia y Paraguay. La de Copacabana solo tuvo su

aparici6n milagrosa despues de tallada su imagen por el indio Tito Yupanqui,

confirmando su “invenci6n”. En Hombres de ma(z, la imagen de la Virgen sirve

para identificar a Miguelita de AcatAn con Maria Tecun y la Piojosa Grande.

Maria, seguin el Curandero-Venado no es Tecuin ni Zacat6n, no tiene estirpe,

es, en efecto, la Inmaculada Concepci6n y por eso estA exenta del pecado original

y del castigo de los brujos; por eso es ella quien regresa con Goyo Yic a la

tierra prometida de I16m, a engendrar por fin a los hombres de maiz. Asturias

sincretiza el mito de origenes del Popol Vuh con el mito mesianico de la Biblia.

En la tradici6n hispAnica del culto mariano, Maria es considerada “la nueva

Eva” (la nueva Piojosa Grande en Asturias), madre de una nueva raza humana

redimida.

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Barbara Cartland O Sonho e a Gloria

Barbara Cartland e St John Ambulance: O Sonho e a Glória

Rachel JobJustin Bailey, Assistente de Escritório do Museu

Barbara Cartland foi uma das personalidades mais conhecidas da mídia britânica. Famosa por sua prolífica obra literária, publicou mais de 700 romances em vida e foi apelidada de “Rainha do Romance” pela revista Vogue.

Embora seus romances efêmeros nunca tenham sido aclamados pela crítica, foram imensamente populares, e acredita-se que tenha vendido mais de 750 milhões de cópias de seus muitos títulos, colocando-a junto a William Shakespeare e Agatha Christie entre os autores mais vendidos de todos os tempos. Cartland ditava o texto de seus romances para sua secretária, quase sempre trabalhando na sala de estar de sua mansão em Hampshire, à qual ela se referia ironicamente em muitas ocasiões como “a fábrica” por sua prodigiosa produção literária.

Quase todos os seus romances tardios eram trabalhos históricos “de capa e braguilha” repletos de detalhes espirituosos de época, apesar de sua insistência em dizer que “nunca acreditou que um homem de peruca pudesse ser um amante atraente“.

Em seus últimos anos, Cartland tornou-se famosa por suas roupas coloridas, suas opiniões francas e seu humor ocasionalmente cáustico, mas seus escritos e seu estilo de vida frequentemente obscureciam sua longa história de trabalho beneficente e voluntário para muitas organizações, incluindo a St. John Ambulance. Ela conquistou respeito por seus esforços como organizadora voluntária e arrecadadora de fundos para a St. John durante e após a Segunda Guerra Mundial, e mais tarde publicou um novo romance exclusivo para arrecadar fundos para a organização.

Cartland nasceu em 1901 em uma família com conexões militares; seu avô, um major do exército, foi morto na Primeira Guerra Mundial, e ela cresceu em Londres em circunstâncias financeiras difíceis, frequentemente observando com inveja e fascínio o estilo de vida da alta sociedade londrina. Ela buscou registrar esse ambiente em seu primeiro emprego como colunista de fofocas e em suas primeiras tentativas de ficção. Cartland aspirava a ser uma romancista popular de nível médio, e seus primeiros esforços, já firmemente inseridos no gênero romance, foram frequentemente bem recebidos. O universo cartlandiano inicial foi gloriosamente capturado por um crítico do Telegraph, que descreveu seu protagonista masculino clássico como um “homem sensível, introspectivo, idealista, miseravelmente solitário, que odeia a pretensão, carregando o peso de suas riquezas com dignidade e coragem”.

Sua carreira como autora e jornalista progrediu bem, mas durante a Segunda Guerra Mundial sua vida mudou significativamente. Seus dois irmãos foram mortos em combate em Dunquerque, um evento que ela considerava uma das maiores tragédias de sua vida, e ela foi posteriormente inspirada a encontrar sua própria maneira de apoiar o esforço de guerra. Cartland ingressou no Serviço Voluntário Feminino (WVS) como assistente social, com a responsabilidade de cuidar de mulheres em serviço. Já uma autoproclamada especialista em questões amorosas, ela assumiu um papel informal como planejadora de casamentos, obtendo e emprestando vestidos de noiva para moças em serviço que, de outra forma, nunca teriam tido a chance de celebrar um casamento com vestido de noiva durante o período de guerra.

As conexões de Cartland com a St. John Ambulance começaram quando ela convidou Edwina Mountbatten, figura conhecida e extremamente respeitada dentro da St. John Ambulance, para discursar em uma base da RAF em Cardington para oficiais mulheres. Cartland ficou impressionada com o discurso de Mountbatten e falou dela como uma das poucas mulheres que admirava sem reservas por sua dedicação ao trabalho. Mas ela também ficou fascinada pelo relato de Mountbatten sobre a emocionante e cavalheiresca história da Ordem de São João, desde suas origens após a Primeira Cruzada. Quando surgiu a oportunidade de trabalhar como organizadora dos Cadetes de São João em Bedfordshire, ela prontamente se voluntariou.

Ela organizou visitas e acampamentos para cadetes, e até compôs para eles sua própria marchinha, que se tornou amplamente utilizada. Mais tarde, organizou uma exposição da St. John Ambulance, inaugurada pela Rainha, e viajou pelo país arrecadando mais de £ 50.000. Por seus esforços, Cartland foi nomeada membro da Ordem de São João em 1946, e seu trabalho subsequente lhe rendeu o título de Dama da Graça dentro da Ordem.

Aos setenta anos, com grande parte de seu trabalho já consolidado, Cartland encontrou uma maneira única e memorável de contribuir ainda mais para St. John com “O Sonho e a Glória“, um romance escrito exclusivamente para arrecadar fundos para a St. John Ambulance. Em seu lançamento, metade de todos os lucros foi doada. As reedições subsequentes tiveram todo o lucro revertido para St. John.

A arte da capa do romance, do ilustrador britânico Francis Marshall, promete todo o drama, paixão e ação aventureira tão típicos dos escritos de Cartland, e a visão de uma cruz de oito pontas estampada na vela de um galeão distante indica uma história que retorna à mesma visão cavalheiresca e romântica da história da Ordem que tanto cativou Cartland quando ouviu Edwina Mountbatten falar sobre ela pela primeira vez.

O romance é caracteristicamente escasso em detalhes históricos, mas Cartland dedicou tempo em uma pesquisa fundamental para garantir que o texto fosse razoavelmente preciso. Ela havia planejado originalmente que o corajoso e cativante protagonista romântico fosse um Cavaleiro da Ordem de São João, mas ficou consternada ao descobrir que os Cavaleiros eram obrigados a fazer um juramento de castidade. Sem se deixar abater, ela reformulou sua história para incluir um elegante oficial da Marinha cujo juramento era de um tipo muito diferente.

O romance foi lançado em 1977, a tempo de celebrar o centenário da Brigada de St. John, e uma festa de lançamento foi realizada no Portão de St. John, onde Cartland conduziu uma sessão de autógrafos. Embora os esforços de Cartland para a St. John Ambulance tenham sido variados e duradouros, seu romance é talvez a expressão mais marcante e divertida tanto de suas motivações beneficentes quanto de seus talentos literários únicos.


Doar

O Museu da Ordem de São João é um dos grandes tesouros escondidos de Londres, traçando a história contínua de uma instituição de caridade que remonta a mais de 900 anos. A Ordem de São João, uma instituição de caridade internacional, tem como missão fornecer ajuda humanitária e apoio médico em todo o mundo, e o Museu não pode recorrer aos seus fundos.

O Museu não recebe financiamento governamental e precisamos de ajuda financeira contínua para manter os edifícios e coleções historicamente importantes.

Contato

Museu da Ordem de São João
St John’s Gate, St John’s Lane
Clerkenwell
Londres, EC1M 4DA

020 7324 4005
museum@sja.org.uk

Postagem original: https://museumstjohn.org.uk/barbara-cartland-st-john-ambulance-love-devotion/

 

 

Edições Brasileiras

Segue um breve apanhado das edições dos livros da Barbara Cartland *em português.*

**Coleções Barbara Cartland**

O livro mais antigo que saiu dela no Brasil é o Beijo de El Diablo, publicado em uma revista nos anos 50. A história saiu incompleta, nunca foi traduzida em português totalmente.

Depois veio a Coleção Rebeca, até onde sabemos com 90 volumes e mais dois desconhecidos, nunca encontrados, suspeito que antes da publicação dos 2 últimos volumes a coleção foi descontinuada, mas não tenho como afirmar.

Em seguida veio a Coleção da Abril cultural, numerada, sem falhas, apenas com algumas repetições de histórias com nomes diferentes. Ela foi de 1980 até 1998. Essa coleção cortou vários volumes, algumas vezes até mutilando mesmo a história, infelizmente. Ela tem 485 volumes e 482 histórias. Dentro dela existem subdivisões também, mas outra hora falo disto.

No meio destas edições foram lançados os números especiais, cuja numeração é uma bagunça. Esses números especiais são compostos de edições de natal, edição de férias, edições duplas, e pelo menos uma edição comemorativa. São mais ou menos 40 volumes, alguns deles duplos. Algumas histórias são repetidas da coleção Rebeca também.

Outra é a coleção do Círculo do Livro com edições de capa dura, sobrecapa com desenhos belíssimos, papel branco e encadernação boa. Teve quatro volumes somente.

Tem também a coleção Série Real – Grandes Clássicos da Bárbara Cartland, se não me engano quase todos são reedições em versões condensadas da coleção Rebeca. Todos em capa dura, vermelha em 16 volumes.

Em 1993-94 saiu a edição de 20 volumes dos primeiros da coleção de banca em uma série chamada Série Ouro e foram 20 Volumes.

Em capa dura, azul foi lançada também a coleção Diamantes de Barbara Cartland e teve somente 5 volumes. Essa coleção também tinha folhas brancas, encadernação costurada e de melhor qualidade.

Depois, se não me engano, ainda teve a edição de 4 volumes (não sei ao certo) para serem vendidos na Avon, livros já existentes anteriormente, com o nome modificado e numa versão mais cortada ainda que as edições de banca.

Logo depois teve outra coleção, que foi a reedição em capa de papel e recheio de papel jornal dos livros da coleção Série Real.

E saiu uma série chamada Reedição também com 3 histórias agrupadas, tem uns 4 volumes, algo assim, mas todas são histórias repetidas. E todas em papel jornal, na típica edição e banca mesmo.

Aparentemente são estas as edições/coleções que saíram no Brasil.

Se alguém se lembrar de mais alguma, pode falar e eu completo.

Nota: Tudo isso é da minha observação das coleções dela, das leituras e pesquisas ao longo do tempo, pode conter erros, é só um apanhado pra quem quiser se situar melhor sobre os livros lançados, que em geral estão cada vez mais difíceis de encontrar, pelo menos alguns volumes específicos.

Série Históricos de Barbara Cartland

July 11, 2025

Barbara Cartland começou a escrever em 1925, estreando com o romance Jig Saw, nunca publicado em português e atualmente dificílimo de achar, inclusive na língua original. Até 1945 escreveu cerca de 30 volumes, todos romances contemporâneos. Em 1946 escreveu o primeiro romance da Série Histórica, a série que mais sucesso fez pelo mundo e que conta com mais de 500 livros. Este primeiro romance não teve tradução oficial para o português até o dia de hoje, podendo ser encontrado somente em tradução não oficial.

O primeiro romance da série histórica, com capa do artista Francis Marshall foi escrito em 1946, e se chamou The Hidden Heart.

Estas são as capas mais antigas que se encontra na internet, as duas feitas pelo artista Francis Marshall, que até sua morte em 1982, ilustrou os livros da autora. Seus desenhos são verdadeiras obras de arte e seu estilo é inconfundível. Não era raro que desenhasse mais de uma capa para cada livro.

Hoje sai uma tradução não oficial, mas totalmente revisada do primeiro romance histórico de Barbara. O título em português é Coração Clandestino.

O livro tem um enredo com uma história bastante controversa, com elementos que hoje são considerados intoleráveis e desnecessários. Mas serve como curiosidade histórica para os fãs da autora.

Edição apócrifa em português

Sinopse:

Quando sua mãe morre, a adorável Sylvia Mace fica sem um tostão e sem teto. Em vez de depender da caridade de seu desagradável tio, ela precisa encontrar trabalho e é encarregada da criação da filha de Sir Robert em Sheldon Hall. Mas um segredo sinistro ofusca todos os que vivem na Mansão, que é governada por uma possessiva e ambiciosa viúva, Lady Clementina. Em uma cruel reviravolta do destino, um assassinato é revelado por uma amante rejeitada, levando a outros segredos, e Sylvia deve escolher entre seu amor pela criança e o amor clandestino por Sir Robert. Com poucas pessoas em quem pode confiar, ela foge do perigo, mas sua protegida cai perigosamente doente. Os segredos do passado serão expostos e ela retornará à Mansão para salvar as vidas daqueles que ama? Estes são os segredos que podem vir a ser revelados nesta história emocionante de traição, mentiras e um amor avassalador.

A autora inglesa de romances Barbara Cartland, fotografada com seu cachorro pequinês Twi Twi, em 1977

Barbara Cartland escreveu 723 livros, que foram traduzidos para 38 países. O Livro dos Recordes atribuiu a ela os títulos de autora com mais de um bilhão de livros vendidos no mundo e de mais obras escritas em um mesmo ano: 26, em 1985, média de um livro a cada duas semanas. “Foi a mais prolífica autora do século XX”.

Barbara Cartland’s Library of Love

Não se encontra quase nenhuma informação a respeito da publicação desta série de livros na internet. Sobre cada livro separado, sem relação com a publicação de Barbara Cartland, até se encontra, mas não achei maiores detalhes sobre a coleção. Achei apenas uma lista no goodreads. E ali a relação de livros é que vai abaixo.

(Alguns eu encontrei a versão em português, mas muitos não.)


  1. The Sheik by E.M. Hull – O Sheik
  2. His Official Fiancee by Berta Ruck – A Noiva Oficial
  3. The Reason Why by Elinor Glyn – Por que?
  4. Man and Maid by Elinor Glyn – O Homem e a Escrava
  5. It by Elinor Glyn – It
  6. Rainbow in the Spray by Pamela Wynne – não achei
  7. His Hour by Elinor Glyn – Seu Único Amor
  8. Six Days by Elinor Glyn – Seis Dias
  9. The Knave of Diamonds by Ethel M. Dell – não achei
  10. A Safety Match by Ian Hay – não achei
  11. The Hundredth Chance by Ethel M. Dell
  12. The Way of an Eagle by Ethel M. Dell – Amor Triunfante
  13. The Vicissitudes of Evangeline by Elinor Glyn – O Diário de Evangeline
  14. The Bars of Iron by Ethel M. Dell – Grilhões do Passado
  15. The Sons of the Sheik by E.M. Hull – Os Filhos do Sheik
  16. Six Days by Elinor Glyn – Seis Dias
  17. Rainbow in the Spray by Pamela Wynne não achei
  18. The Great Moment by Elinor Glyn – O Grande Momento
  19. Greatheart by Ethel M. Dell – Um Grande Coração. (Portugal)
  20. The Broad Highway by Jeffery Farnol – não achei
  21. The Sequence by Elinor Glyn – Ressuscitada pelo Amor
  22. Charles Rex by Ethel M. Dell – Lua Azul (Portugal)
  23. Ashes Of Desire by Pamela Wynne – não achei
  24. The Price of Things by Elinor Glyn – Tudo Se Paga
  25. Tetherstones by Ethel M. Dell – não achei
  26. The Amateur Gentleman by Jeffery Farnol
  27. His official fiancée by Berta Ruck – A Noiva Oficial
  28. The Lion Tamer by E.M. Hull – não achei
  29. Freckles by Gene Stratton-Porter – Sem Nome e Sem Ninguém
  30. Leave It To Love by Pamela Wynne – não achei

O Sheik – E. M. Hull

Sinopse:
Diana Mayo é jovem, bonita, rica e independente. Entediada pelos pretendentes e festas da aristocracia inglesa, ela decide aventurar-se em um passeio a cavalo pelo deserto argelino. Dois dias depois da partida, ela é raptada pelo poderoso Sheik Ahmed Ben Hassan que a força à submeter-se à sua vontade. Diana tenta desesperadamente resistir, mas acaba por se apaixonar por aquele homem sedutor e enigmático.  Somente quando o líder de uma tribo rival rouba Diana, o Sheik percebe que o que sente por ela é mais que apenas desejo. Ele havia sido conquistado, e vai arriscar tudo para tê-la de volta. Um dos romances mais lidos dos anos 20 e para sempre parte da imaginação popular graças à versão cinematográfica estrelada pelo irresistível Rodolfo Valentino, O Sheik é considerado como o verdadeiro precursor dos romances atuais. Quando da sua publicação, nada se comparava à obra: Para os leitores a história era escandalosa, exótica e intrigante; para os críticos como os do New York Times o livro era “chocante”,  embora escrito com “um alto grau de habilidade literária”.  Na Inglaterra, terra natal da autora, o best seller foi considerado “venenosamente malicioso” pela Literary Review e banido em algumas comunidades. Mas o público continuou lendo.A influência de O Sheik nos escritores de romances e leitores continua a ressoar. Apesar da controvérsia ao retratar a exploração sexual como sendo uma relação amorosa, O Sheik continua sendo um clássico popular, por descrever a sociedade de seu tempo, retratando as atitudes contemporâneas em relação ao colonialismo, assim como o poder e independência das mulheres, o que interessa aos leitores até hoje. Daqui


 

Realmente para um livro escrito há mais de 100 anos, ele é até bem ousado. A minha opinião é que é um livro cheio de clichês, faz apologia ao estupro, é machista até dizer que chega, vi pelo menos um trecho racista, e os personagens não são muito críveis nem muito menos profundos. Mas é uma leitura que acho que distrai ainda hoje.

Em 2019 uma autora de romances, Victoria Vane reescreveu a história num livro chamado O Sheik, a História Recontada. Ela diz o motivo de ter resolvido recontar a história:

A opinião dela tem muito sentido. É um livro que faz mesmo apologia à violência e ao estupro. Mas essa história recontada não vou ler não, já bastou este original. Me deu curiosidade de ver o filme, nunca vi na da com Rodolfo Valentino, talvez eu procure pra ver.

Doce Castigo

[Sweet Punishment – (1931)]

Doce Castigo

Apesar de ser um dos livros mais antigos de Barbara Cartland, aqui no Brasil foi um dos últimos a ser publicados. Inclusive saiu com essa capa horrorosa. Detesto estas capas. Elas são da época em que eu já tinha parado de ler e comprar. E eu desconfiava que estes livros que saiam aqui por último já não eram mais escritos por ela, achei que ela já tinha ghost writer. Mas eu estava  bem enganada, aqui no Brasil saíram vários nas últimas levas que são os primeiros que ela escreveu, como este.

Essa capa é mal desenhada, muito diferente da arte que Francis Marshall fazia. As edições que tem a capa dele são muito mais bonitas e convidativas.

Este livro eu não li ainda, nem tenho, e não se encontra em ebook.


Sinopse: Prisioneira da riqueza e da paixão oculta. Lady Diana era a beldade mais desejada da luxuosa Londres. Teimosa, inquieta e a adorável, sua noitadas escandalizavam mas também deliciavam a sociedade, e eram exploradas pela imprensa. A metade dos homens solteiros estava apaixonada por ela. Mas o coração de Diana parecia fechado ao amor. Até que apareceu Ian, recém-chegado da selvagem África. E foi um caso de ódio à primeira vista. Diana decidiu dar-lhe uma lição. Queria vê-lo a seus pés, suplicando por seu amor. Depois riria dele!


Capas de edições estrangeiras:

Os primeiros livros

Este site supostamente lista todos os livros escritos e publicados por Barbara Cartland. Baseado nele, neste post vou colocar uma lista dos romances não históricos dela. São os mais antigos, escritos antes dos romances históricos.

Com o tempo, vou´postar sobre cada um daqueles que encontrei publicado em português.


Romances Contemporâneos

(Menciono os títulos que encontrei publicado em português)

  1. (1925) Jig-Saw – Não encontrei  publicado em português
  2. (1926) Sawdust – Não encontrei publicado em português
  3. (1929) If the Tree Is Saved – Não encontrei publicado em português
  4. (1930) For What? – Não encontrei  publicado em português
  5. (1931) Sweet Punishment: Doce Castigo
  6. A Virgin in Mayfair aka. An Innocent in Mayfair: Uma Ingênua no Século XX
  7. (1933) Just Off Piccadilly aka. Dance on My Heart: Dance em Meu Coração ou Noites de Bailarina
  8. (1933) Not Love Alone – Não encontrei publicado em português
  9. (1934) A Beggar Wishedk aka A Rainbow to Heaven: O Arco-Íris
  10. (1935) First Class, Lady? aka. Love and Linda – Não publicado em português
  11. (1935) Passionate Attainment – Não publicado em português
  12. (1936) Dangerous Experimentk. aka Search for Love Não achei em português, mas talvez seja o que saiu em espanhol com o título Una Palabra de Amor. Existe outro título da coleção pink que é In search of love, mas é muito posterior e não é a mesma história
  13. (1936) Desperate Defiance: Desafio Desesperado ou Um Aventureiro no Himalaia
  14. (1936)The Forgotten City – Não encontrei publicado em português
  15. (1937)But Never Freek. aka The Adventurer: O Aventureiro
  16. (1937)Saga at Forty aka. Love at Forty Não encontrei publicado em português
  17. (1938) Broken Barriers não publicado em português, mas em espanhol saiu como Barreras Rotas
  18. (1938)The Bitter Winds of Love: O Êxtase Amargo do Amor
  19. (1938)The Black Panther aka Lost Love: Pantera Negra
  20. (1939)The Gods Forget aka Love in Pity: Doce Prisão
  21. (1940) Stolen Halo: Um Anjo no Cairo
  22. (1940) Now Rough-Now Smooth Não encontrei publicado em português
  23. (1942) Open Wings: Desejos do Coração
  24. (1943) The Leaping Flame: Um Amor Clandestino
  25. (1944) After the Night aka Towards the Stars – Não encontrei publicado em português
  26. (1944) The Dark Stream aka This Time It’s Love – Não encontrei  publicado em português
  27. (1944) Yet She Followsk. aka A Heart Is Broken: Destinos Traçados
  28. (1945) Armour Against Love: Nunca É Tarde Para Amar
  29. (1945) Escape from Passion: A Conquista de Um Sonho
  30. (1945) Out of Reach: Feliz para Sempre?
  31. (1946) Against the Stream: Um Encontro Para Sempre
  32. (1947) Again This Rapture Não encontrei  publicado em português
  33. (1947) If We Will aka. Where Is Love?: O Passado Entre Nós
  34. (1947) The Dream Within não achei em português, mas em espanhol se chama Anhelos Secretos
  35. (1948) No Heart is Free: Doce Vingança
  36. (1949) The Enchanted Moment não encontrei publicado em português
  37. (1955) Bewitching Women não encontrei publicado em português